PUBLICAÇÕES

Relatórios de Gestão

3T20 - Relatório de Gestão

O fundo apresentou rentabilidade de +6,2% no terceiro trimestre de 2020 ante uma queda de 0,5% do índice Bovespa, acumulando no ano um retorno de -10,7% (7,5pp superior ao do seu benchmark).

Há vários trimestres temos reiterado a nossa convicção que a instabilidade macroeconômica leva a um cenário de natural concentração de mercado. As vantagens naturais das empresas dominantes, somado ao fato de que o crédito está sempre disponível para elas, faz com que em períodos econômicos adversos estas empresas tenham a capacidade de manter seus planos (ou até acelerá-los). 

Dentre tais empresas, aquelas que contemplam seus múltiplos stakeholders nos processos decisórios e na cultura corporativa são as empresas que queremos investir a longo prazo. 

Na seção de ESG comentamos sobre a nossa certificação como Empresa B, adesão ao Pacto Global, participação no TNFD, score do PRI, engajamento com investidas, caso Linx, entre outros assuntos.

2T20 - Relatório de Gestão

O segundo trimestre foi positivo para o portfólio, com alta de 38,3% versus 30,2% do Ibovespa.

Cada crise deixa mais evidente a necessidade de ater-nos sempre a fundamentos e processos, policiar vieses e manter o olhar de longo prazo, que ajuda a separar ruído de informação. Continuamos defendendo nossa visão de que empresas dominantes tendem a suportar melhor os impactos da crise do que as competidoras e tendem a sair da crise ainda mais fortalecidas.

 

Na seção de ESG trazemos uma preocupação com o aumento da relevância do assunto, uma vez que a complexidade do mesmo não tem sido endereçada. Também comentamos sobre a pegada de carbono de nosso portfólio, engajamentos e desenvolvimento institucional.

1T20 - Relatório de Gestão

Os mercados mundiais mergulharam em uma forte crise em decorrência da pandemia do COVID-19 a partir de março, e o mês foi extremamente atípico para nós no que tange a turnover do portfólio, que é estruturalmente e historicamente muito baixo. Como detalhado no relatório de gestão a seguir, incorporamos duas novas posições além de termos alterado significativamente o peso de várias outras, de modo que o portfólio ao fim de março é, para os nossos parâmetros, bastante distinto daquele do início do mês.

 

As alterações tiveram duas vertentes. A primeira é valuation, isto é, incorporamos ao portfólio companhias que estavam no nosso radar há muito tempo e que não havíamos investido ainda aguardando um melhor ponto de entrada. A segunda vertente é a análise contrarian, ou seja, interpretar os desenvolvimentos da crise de uma maneira distinta do senso comum.

 

De forma estrutural e pensando mais a médio e longo prazos, as consequências deste período de crise nos levam a aumentar substancialmente o otimismo com o nosso portfólio. Para tanto, vale ressaltar algumas características das empresas nas quais investimos: (i) companhias dominantes do mercado interno; (ii) excelência em gestão e governança e (iii) balanços fortes e altamente geradoras de caixa.

Na seção de ESG, trazemos alguns exemplos de empresas do nosso portfólio que exemplificam como a cultura corporativa de sustentabilidade está intrinsecamente incorporada ao modelo de gestão.

É incongruente uma companhia levantar a bandeira de ESG mas, na hora da necessidade, não se preocupar em proteger seus colaboradores, preservar seus fornecedores ou resguardar seus clientes. É incongruente um investidor ou gestor uma hora se auto-intitular como responsável e outra defender o fim antecipado da quarentena tratando vidas e mortes como percentuais estatísticos.

Reiteramos nossa visão de privilegiarmos a saúde e a vida. Recomendamos a todos os nossos clientes, fornecedores e parceiros de qualquer natureza que fiquem em casa, sigam as determinações da OMS e preservem a sua saúde e daqueles que o cercam.

4T19 - Relatório de Gestão

Encerramos o ano de 2019 com alta de 42%, bem acima do ganho de 32% do Ibovespa. Desde o início de 2016, primeiro ano depois da reorganização e unificação dos fundos, o retorno é de 251% ante 167% do Ibovespa. Com o encerramento de mais um ano calendário, acumulamos uma alta de 11.102% desde o início (22% ao ano) comparado a 2.593% do Ibovespa (15% ao ano).
 
Muito embora o retorno do Ibovespa em 2019 tenha sido bastante forte, quando analisamos os fatores que levaram à alta percebemos que não houve um ganho significativo decorrente do crescimento ou expectativa de crescimento do lucro das empresas, mas sim uma queda relevante da taxa de desconto, já que o retorno da NTN-B longa praticamente equivale ao do Ibovespa. E isso pode ser uma boa notícia...
 
Nosso portfólio segue bastante concentrado em companhias domésticas (96% do agregado das receitas das empresas são no Brasil) e bastante exposto a serviços, varejo e bens de consumo que, via de regra, apresentam elasticidade em relação ao PIB.
 
E na seção de ESG, citamos algumas das principais atividades do último trimestre no que tange à sustentabilidade.

3T19 - Relatório de Gestão

Obtivemos um bom retorno no terceiro trimestre do ano (+7,7% vs +3,7% do índice Bovespa), acumulando alta de 21,5% em 2019.

Após um primeiro semestre sem alterações relevantes no portfólio, realizamos algumas mudanças importantes recentemente: aumentamos a exposição ao setor de saúde; fizemos várias movimentações no setor de varejo e voltamos a investir no setor de educação após 5 anos.

Fomos bastante ativos também em relação ao tema ESG, tanto na disseminação de nossas visões sobre o tema, como com as companhias investidas. E comunicamos que o fundo FAMA FIC FIA recebeu a classificação de “5 Globes” pela Morningstar: esta é a mais alta classificação no que tange à Sustentabilidade e ESG.

2T19 - Relatório de Gestão

Obtivemos um bom desempenho no último trimestre, com retorno de 9,8% ante 5,8% do índice Bovespa.

Durante este período, passamos uma boa parte do tempo mergulhados nos setores de saúde e de tecnologia, tentando entender melhor o desenvolvimento futuro de segmentos que estão iniciando um processo agudo de transformação cujo desfecho não necessariamente estará alinhado com o atual consenso de mercado.

Neste sentido, temos conversado com diversos elos da cadeia, bem como participado de várias conferências (no Brasil e no exterior) alongando o processo um pouco além do normal. Com isso, ainda não fizemos alterações no nosso portfólio como reflexo destas análises mas eventualmente faremos mudanças nas alocações.

Além de repassar os resultados do trimestre e da atualização da nossa visão de médio e longo prazos, este relatório traz, na seção ESG / Investimento Responsável, um resumo das nossas opiniões e de como incorporamos ESG ao nosso processo de investimento. O relatório completo sobre nossa visão e processo de integração ESG pode ser encontrado em www.famainvestimentos.com.br/esg.

1T19 - Relatório de Gestão

Na virada do ano, era quase unanimidade entre os investidores globais que o mercado de ações brasileiro seria o grande destaque de 2019, mas à medida que o tempo passou, uma série de frustrações foram contribuindo para a mudança de humor.

Por outro lado, as empresas do nosso portfólio seguem ignorando os ruídos provenientes de Brasília e os sinais de fragilidade da economia. Na média, as receitas cresceram 16%  e o EBITDA 19% em 2018, indicando não só um crescimento contundente, mas também aumento de margens.

Em nossa visão, estamos em um momento de grande assimetria para o mercado de ações. Mas gostamos ainda mais hoje do nosso portfólio, que possui uma característica interessante: empresas muito bem arranjadas para uma avenida de crescimento, mas preparadas para quaisquer “chuvas e trovoadas” pelo caminho.

4T18 - Relatório de Gestão - Edição Especial 25 anos

Este é um relatório diferente de todos os anteriores.

A FAMA Investimentos está completando 25 anos, e nas primeiras páginas desta carta contamos um pouco de nossa história e muito do nosso DNA. Fomos construídos por muitas mãos e diversas cabeças numa constante evolução, mas sempre apoiados nos mesmos pilares erguidos há um quarto de século.

A segunda parte do relatório traz uma análise do ano que passou, bem como nossas perspectivas para 2019.

3T18 - Relatório de Gestão

A aproximação da data do primeiro turno das eleições não reduziu o clima de incerteza que impera desde o início do processo eleitoral, que já teve Lula, Luciano Huck e Joaquim Barbosa como possíveis fortes candidatos.

 

O reflexo nos mercados foi um aumento relevante da volatilidade, com as pesquisas eleitorais passando a ser mais importantes do que planos de negócios, crescimento de receita e margem, um cenário ruim para aqueles que focam em fundamentos e valor de longo prazo.

 

O lado bom desta alta volatilidade é a possibilidade de fazermos adequações constantes do portfólio, encarteirando ganhos, reduzindo riscos e também elevando o potencial de valorização futura.

 

Neste trimestre, justamente por conta das enormes distorções que foram aparecendo, realizamos diversas alterações no portfólio.

E passaremos, a partir de agora, a incluir um capítulo de ESG / Responsabilidade Social em nossos Relatórios Trimestrais, onde abordaremos não só aspectos de ESG referentes a empresas de nosso portfólio, como também conceitos e idéias sobre os temas que nos norteiam ao realizarmos nossos investimentos.

2T18 - Relatório de Gestão

O 2º trimestre foi marcado por muita turbulência no Brasil, atingindo o ápice na reação atabalhoada do governo à greve dos caminhoneiros que provocou uma grave crise no abastecimento, colocando as cidades brasileiras perto do caos e a população em pânico.

 

O índice Bovespa desabou cerca de 15% no trimestre e, desta forma, observando a enorme assimetria entre a qualidade e o excelente momento em termos operacionais de alguns ativos versus a forte depreciação das ações, optamos por reforçar as posições de algumas empresas nas quais temos maior convicção em detrimento de outras com teses de prazo de maturação mais longo, ainda que com elevado potencial de retorno.

1T18 - Relatório de Gestão

O fundo subiu 7% no primeiro trimestre de 2018. O portfolio teve pouca alteração: iniciamos o investimento em uma nova companhia do setor de saúde e reduzimos marginalmente a exposição em três empresas ligadas a varejo e bens de consumo.

 

A leitura de que a derrota de Lula no STF reduz o risco político nos parece precipitada.

 

Ainda não são claros os desdobramentos que podem ocorrer dentro dos âmbitos jurídico e político. A esquerda pode tanto acusar o golpe e se esfacelar, como também pode se unir diante do fato e apoiar uma candidatura única, que potencialmente será bastante competitiva.

 

O “jogo” está completamente aberto, e nesse ambiente, continuaremos a ser conservadores.

4T17 - Relatório de Gestão

Encerramos o ano de 2017 com um retorno de 45%, bem acima dos 27% registrados pelo Ibovespa, proporcionando uma vantagem em relação ao principal índice de mercado em linha com a de 2016, e acumulando um ganho no biênio de 126% (versus 76% do Ibovespa).

Os destaques positivos ficaram por conta de CVC,  Localiza e Arezzo. As três empresas possuem como ponto comum o fato de serem de consumo discricionário (ou seja, deveriam, em tese ser negativamente afetadas por um cenário econômico adverso; ambiente recessivo), mas, por particularidades inerentes à cada uma das companhias e excelência de gestão, surpreenderam o mercado com um desempenho operacional espetacular em 2017.

3T17 - Relatório de Gestão

Nosso desempenho no 3T17 ficou um pouco acima do índice Bovespa (+20% vs. 18%), o que consideramos bastante positivo, uma vez que, usualmente, portfólios mais defensivos e conservadores tendem a performar abaixo do mercado em períodos de altas contundentes (“bull market”). Diante disso, acumulamos no ano um retorno de +41% (vs. 23% do índice Bovespa), com vantagem expressiva também nas demais janelas de apuração de resultados.

No que tange à gestão do portfólio, não podemos ignorar os fatos: de um lado um fluxo enorme empurrando os preços dos ativos para cima; de outro lado os riscos de longo prazo que a cada dia se aproximam. Faz-se ímpar seguir com o conservadorismo, ainda que isso possa implicar em performance inferior em momentos de euforia de mercado, embora isso não tenha ocorrido até o momento.

2T17 - Relatório de Gestão

Durante o segundo trimestre (2T17) obtivemos mais um excelente desempenho (+5,0%) versus um retorno negativo de 3,2% do Índice Bovespa, levando o retorno acumulado no ano para +17,2%, cerca de 13 pontos percentuais acima do Ibovespa.

Durante o trimestre, reduzimos substancialmente o nível de caixa, reforçando o investimento em duas empresas em que já possuíamos posição, bem como investimos em duas novas companhias.

Além de focarmos o portfolio em empresas de alta qualidade, baixo risco de execução e criadoras de valor, mantemos o portfolio em empresas líquidas, possibilitando mudanças de posição ágeis de acordo com as percepções de cenário e preços dos ativos. Atualmente, o nível de liquidez do fundo é bastante elevado: o valor de mercado médio é R$ 13 bilhões com liquidez média diária de R$ 55 milhões.

1T17 - Relatório de Gestão

Iniciamos o ano de 2017 com uma performance bastante positiva: +11,7% ante +7,9% do índice Bovespa. Apesar do cenário macro extremamente desafiador e recessivo, as principais empresas da carteira apresentaram um resultado operacional bastante satisfatório. Aproveitamos este período para realizar algumas movimentações mantendo o posicionamento em empresas de altíssima qualidade, bem geridas, com atuação em segmentos promissores da economia.

4T16 - Relatório de Gestão

A performance do fundo no trimestre (-7,3%) foi bem inferior à do índice Bovespa, que subiu 3,2% influenciado pelas fortes altas nas ações de Vale (+53%), Banco do Brasil (+24%) e Petrobrás (+10%) – apenas estas três empresas contribuíram com 4,3 pontos percentuais da alta do índice no trimestre. No ano, contudo, nossa carteira superou o principal índice da bolsa brasileira em mais de 17 pontos percentuais.

3T16 - Relatório de Gestão

O humor dos investidores com o Brasil melhorou acentuadamente ao longo deste trimestre. A finalização do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff também teve papel importante na recuperação dos índices de confiança do consumidor e do empresariado, o que deve estimular o consumo e o investimento...

2T16 - Relatório de Gestão

Após a excelente performance do primeiro trimestre do ano, conseguimos sustentar um bom resultado neste segundo trimestre, ampliando a vantagem sobre os principais índices de referência (benchmarks)...

1T16 - Relatório de Gestão

Nesta nova “roupagem”, atendemos aos anseios expressados por nossos investidores que querem, sobretudo, entender como nós gestores estamos cuidando do portfólio, e por quais razões e como enxergamos o horizonte do ponto de vista de investimentos...

4T15 - Jogo do Contente (ou "The Glad Game")

Ao analisarmos tudo o que ocorreu no Brasil na esfera política e econômica durante o ano de 2015 é muito difícil achar um lado positivo. A deterioração de expectativas foi muito rápida e acentuada, trazendo impacto imediato nos índices de confiança tanto do empresariado quanto do consumidor, travando totalmente tanto investimentos quanto consumo e, por consequência, deixando as perspectivas de crescimento em níveis extremamente baixos.

3T15 - Dia da Marmota

A eleição presidencial foi extremamente disputada, com a situação ganhando da oposição por pequena margem. A economia do país vinha se desacelerando, mas ainda não era percebida pela maioria do eleitorado, favorecendo a manutenção do status quo, ou seja, a reeleição, mesmo diante de denúncias e escândalos envolvendo o governo e empresas estatais.

2T15 - Relatório de Gestão

Ultimamente, o mercado tem sido relativamente hostil às pequenas e médias empresas (...). Além das indefinições nos campos político e econômico, que têm levado os investidores a pagar um prêmio por liquidez, os resgates relevantes que têm sido observados em fundos dedicados a este segmento de empresas, comprimem ainda mais os preços de suas ações em bolsa.

1T15 - Mercado: cenário incerto e ‘binário’

O primeiro trimestre de 2015 foi marcado por uma forte crise de confiança advinda tanto do lado político quanto do lado econômico.

4T14 - Relatório de Gestão

Apesar de ter encerrado 2014 com uma queda relativamente modesta, a baixa de 3% do índice Bovespa pouco reflete o que de fato ocorreu durante o ano. Após atingir uma queda de 13% nos primeiros meses, o Ibovespa inverteu o sinal e chegou a acumular uma valorização de 20%, embalado pela perspectiva de vitória da oposição nas eleições presidenciais, voltando a cair nos últimos meses do ano...

3T14 - Relatório de Gestão

Nos idos de 1950, Joseph Luft e Harrington Ingham, no intuito de entender melhor as relações humanas, começaram a estudar vários grupos de pessoas na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA). A conclusão deste trabalho foi a criação de um modelo, na verdade, uma “janela”, dividida em quatro quadrantes, que ficou conhecida como a Janela de Johari.

2T14 - Relatório de Gestão

O objetivo deste relatório é examinar as diferentes premissas de boa performance das ações no mercado
brasileiro, bem como apresentar um pouco do que a FAMA Investimentos procura ao adquirir participações
em empresas

1T14 - Relatório de Gestão

Esta carta abordará a profunda evolução que estamos implementando nos fundos geridos pela FAMA Investimentos. As mudanças que descreveremos são importantes e visam aperfeiçoar os produtos, mas preservam nossa filosofia de investimentos e forma de gestão, consolidando todos os pilares que sedimentamos desde 1993.

4T13 - Relatório de Gestão

Os chamados contrarian investors são aqueles que buscam retorno investindo de forma distinta ao consenso
de mercado. Assim, um contrarian compra (ou vende) ativos quando a maioria dos investidores faz exatamente o oposto, uma vez que os movimentos de “manada” podem gerar grandes distorções de preço. Nós não somos contrarian investors, porém jamais tivemos qualquer objeção em estar na “contramão” quando nossas convicções apontam na direção oposta do senso comum

3T13 - Relatório de Gestão

Neste relatório, nosso objetivo é abordar mais profundamente o setor de varejo sob um olhar um pouco distinto do convencional, muitas vezes questionando algumas métricas usualmente adotadas e desmistificando algumas crenças bastante comuns para o setor, tanto no Brasil quanto no exterior.

2T13 - Relatório de Gestão

Johnny Loser era conhecido por não ter muita sorte no mundo dos investimentos. Quase todas as suas decisões mostravam-se equivocadas, provocando sucessivas perdas de capital. Certo dia, cansou de tentar operar as altas e baixas dos mercados e se encantou pelo discurso de um amigo, Peter Smart, que o convenceu de que deveria olhar para a bolsa apenas no longo prazo e parar de se estressar com o “sobe-e desce” diário.

1T13 - Relatório de Gestão

Por que tão poucas empresas se motivaram a abrir o capital ao longo das últimas duas décadas?

December 31, 2012

4T12 - Relatório de Gestão

Em geral, os relatórios de gestão do quarto trimestre trazem uma análise dos resultados do ano que passou e os prognósticos para o ano vindouro. Não fugiremos deste script desta vez, embora com uma abordagem um pouco diferente do convencional.

September 30, 2012

3T12 - Relatório de Gestão

Serena Jameka Ross Evelyn Williams nasceu na pequena cidade de Saginaw, no Estado de Michigan (EUA) em setembro de 1981, sendo a mais nova de cinco filhas. Sua irmã imediatamente mais velha, Venus, começou a jogar tênis com apenas quatro anos de idade, tornando-se uma profissional do esporte aos catorze quando, em seu primeiro torneio, chamou a atenção do mundo ao disputar uma partida acirrada com Arantxa Sanchez, à época a segunda melhor jogadora do planeta.

 

O sucesso meteórico de Venus Williams acabou ofuscando o brilho de sua irmã mais nova, Serena, no início de sua carreira. Mas não por muito tempo...

June 30, 2012

2T12 - Relatório de Gestão

O índice Bovespa encerrou o primeiro semestre de 2012 com desvalorização de 4,2%, a terceira queda semestral seguida – fato que não ocorria há exatos dez anos, desde junho de 2002.

 

Nestes três semestres, o principal índice do mercado brasileiro perdeu cerca de 22% de seu valor em reais e mais de 35% em dólares, ficando não muito distante da queda verificada no período mais agudo da crise de 2008, quando no pior momento a baixa em três semestres atingiu 43%.

March 31, 2012

1T12 - Relatório de Gestão

As bolsas de valores encerraram o primeiro trimestre de 2012 com fortes altas no mundo todo, e não foi diferente no Brasil. O índice Nikkei (Japão) subiu cerca de 20% e os principais indicadores da Europa (FTSE-UK e DAXAlemanha) tiveram um desempenho positivo superior a 14%; nos EUA, tanto o índice Dow Jones como o S&P tiveram sua maior alta em pontos da história enquanto o Nasdaq, com +18%, teve sua melhor performance em mais de vinte anos.

December 31, 2011

4T11 - O dilema apresentado por Joshua Greene

Suponha que um trem desgovernado avance em alta velocidade em direção a cinco homens que desatentamente trabalham em uma linha férrea. Não há mais como frear o trem, tampouco avisar os trabalhadores... Mas você tem a chance de acionar a alavanca que está a sua frente levando o trem para outra linha, salvando os cinco homens, mas atingindo uma pessoa. O que você faria?

September 30, 2011

3T11 - Country of the Blind

Ao tentar atingir o cume de uma montanha jamais explorada no Equador, o alpinista Nunez escorrega e cai pelo lado obscuro da montanha. Ao final de sua queda, ele encontra um vilarejo completamente isolado do resto do mundo, cercado de precipícios por todos os lados. Essa comunidade prosperava independente por muitos anos, apesar dos habitantes sofrerem de uma rara doença que acometia a visão e levava todos a nascerem completamente cegos.

June 30, 2011

2T11 - Relatório de Gestão

Em nosso último Relatório Trimestral, tratamos da “Ilusão de Ótica” no mundo dos investimentos, mostrando como investidores podem ter opiniões completamente distintas sobre a qualidade de uma determinada empresa.


Como qualidade é um aspecto subjetivo, não é difícil entender que existam avaliações divergentes. Mas será que o mesmo efeito pode ocorrer com aspectos objetivos? Será que números exatos podem ensejar opiniões antagônicas em dois leitores distintos?

March 31, 2011

1T11 - Ilusão de ótica

O termo ilusão de ótica aplica-se a uma “percepção visual errônea de algo objetivamente existente em virtude das qualidades ambíguas do objeto, das características pessoais de quem percebe ou de ambos os fatores” (definição do Dicionário Houaiss).

No mundo dos investimentos, deparamo-nos com questões como essa com grande frequência. Companhias
são vistas e interpretadas de formas muito diferentes pelos investidores, e em algumas oportunidades, de maneiras diametralmente opostas.

Please reload

Diversos

Pegada de Carbono

Gostaríamos de compartilhar o primeiro relatório de pegada de carbono da FAMA Investimentos, alinhado ao nosso compromisso e contínuo engajamento com causas ambientais.

Neste relatório apresentamos o perfil das emissões das companhias investidas e realizamos uma análise vertical, comparando a pegada de carbono de nosso portfólio com diferentes benchmarks, e também horizontal – ou seja, a evolução temporal das emissões de CO2 no portfólio.

O relatório traz alguns destaques como a intensidade das emissões brutas de CO2 do nosso portfólio serem 97% inferior ao do Ibovespa, 94% inferior ao do ISE e 93% inferior ao do ICO2. Quando consideramos as emissões líquidas, o portfólio da FAMA Investimentos é negativo em carbono – ou seja, absorve mais CO2 do que emite.

A FAMA Investimentos tem, desde sua fundação, a filosofia de investir em empresas socialmente responsáveis. Não é coincidência perceber que tais companhias também tenham preocupações ambientais e sejam bastante responsáveis nesta frente.

Dejavù

A novidade é só o virus.

A FAMA Investimentos e o vazamento de petróleo no nordeste brasileiro

Estamos em meio ao maior desastre ecológico já ocorrido no litoral brasileiro, afetando milhares de famílias que dependem da pesca e do turismo nos estados brasileiros da região nordeste e causando danos jamais vistos na natureza e animais marinhos.

Infelizmente, mais uma vez, um assunto grave de sustentabilidade e meio ambiente está sendo tratado de forma ideológica e, com isso, deixa-se em segundo plano o desenvolvimento de uma programa concreto que funcione tanto para prevenção quanto para reação a problemas ambientais.

A Questão da Amazônia e o Mercado de Capitais no Brasil

O Brasil está novamente no centro das manchetes em todo mundo e, infelizmente, pelo lado negativo.


Os incêndios na Amazônia não podem ser desprezados. Trata-se de um assunto denso, cheio de nuances, em que é muito difícil separar fatos de ruídos; atribuir responsabilidades específicas e identificar causas, abstraindo vieses partidários e ideológicos.


Não é nosso papel, enquanto gestores de recursos, ter uma opinião técnica sobre a questão. Nossa visão, pragmática, nos leva a tentar entender as consequências dos fatos para o Brasil do ponto de vista econômico, bem como cobrar do ecossistema em que nos inserimos (empresas e investidores) uma maior atenção a este tema costumeiramente relevado a terceiro plano, a não ser em contextos emergenciais como o atual.

De onde vem o crescimento?

A lenta recuperação da economia que observamos nos últimos anos tem gerado grande frustração entre investidores e a população, e nos faz refletir sobre como retomar uma trajetória consistente de crescimento. Este não é um problema só brasileiro, a falta de crescimento e limitada criação de empregos são uma dura realidade também em vários outros países e os fatores que geram desenvolvimento econômico ainda são bastante mal entendidos por líderes de negócios, legisladores e reguladores.
 
No vídeo em anexo (https://www.youtube.com/watch?v=rHdS_4GsKmg), o Prof. Clayton Christensen traz uma contribuição interessante sobre como podemos entender as dinâmicas que geram crescimento e como as decisões empresariais são chave para estes processos. Ele divide o investimento corporativo em quatro grandes grupos de acordo com seu perfil de inovação:

 

  1. novos produtos (que em geral começam complexos e caros, com abrangência limitada);

  2. inovações de sustentação (que tornam produtos existentes melhores, mas que somente substituem o consumo do antigo pelo novo);

  3. inovações de eficiência (que aumentam a produtividade e permitem fazer mais com menos); e

  4. inovações disruptivas (que simplificam e barateiam produtos existentes, ampliando seu mercado de consumo). 

 

Neste sentido, o que temos visto no ambiente corporativo é um foco excessivo em inovações de eficiência, que por sua natureza acabam gerando resultado mais rápido, mas que não trazem consigo aumento do consumo e emprego. Já as inovações disruptivas, que ampliam a acessibilidade de produtos e mercados gerando assim crescimento significativo, ficam relegadas a segundo plano. Adicionalmente, as empresas líderes e bem estabelecidas em geral tem dificuldades em lidar com inovações disruptivas, pois implicam em atuar na base da pirâmide de consumo com produtos mais simples e inicialmente com pior rentabilidade que os atuais (dilema este que foi chamado de forma icônica pelo Prof. Christensen como o “Innovators Dilemma”).
 
A solução portanto tem que ser muito mais abrangente que simples iniciativas vindas do poder público. Um fator crítico para a retomada consistente do crescimento deverá ser um maior foco em inovações disruptivas e poucas empresas parecem preparadas para capturar estas oportunidades e enfrentar os riscos destes novos cenários. Em nosso processo de análise buscamos mapear claramente estas dinâmicas e o posicionamento competitivo das empresas frente a estes desafios. Gostamos de companhias e empresários com visão de longo prazo, e alguns segmentos da economia (mobilidade urbana, incorporação imobiliária, saúde, educação, etc.) já mostram o potencial de criação de valor e crescimento que este processo de inovação disruptiva pode catalisar!

Os desafios do Investimento Socialmente Responsável / ESG

O crescimento explosivo dos fundos dedicados a investimento socialmente responsáveis é nítido. Nos EUA, em 1995 apenas 55 fundos de investimento incorporavam princípios de ESG em suas políticas; dez anos depois este número passou para 201 fundos e, uma década mais tarde já atingiam a marca de mil (dados da USSIF – The Forum for Sustainable and Responsible Investing).

Capítulo "O gestor que rejeita o óbvio" - livro Conversas com gestores de ações brasileiros

A jornalista Luciana Seabra entrevista Fabio Alperowitch, um dos sócios fundadores e co-gestor da FAMA Investimentos, em um capítulo dedicado à gestora no livro "Conversas com gestores de ações brasileiros - a fórmula dos grandes investidores para ganhar dinheiro em Bolsa".

O que motiva funcionários irem além do "mínimo necessário"?

Dan Ariely é um autor e professor conhecido por suas investigações das nossas motivações e do funcionamento do nosso cérebro quando tomamos decisões no nosso dia-a-dia. Seu livro mais conhecido, ‘Previsivelmente Irracional’, aborda o tema em diversas esferas do nosso cotidiano e contém, inclusive, muitas lições sobre nossos vieses como investidores.

Mais recentemente ele decidiu aplicar esses conceitos à esfera corporativa, para entender melhor o que motiva funcionários de uma empresa – e mais importante ainda, o que motiva funcionários irem além do ‘mínimo necessário’. A partir de diversas métricas de engajamento de funcionários – e sem olhar para o balanço da empresas – ele criou o índice ‘Clear Motivation’, e essa cesta de empresas americanas tem tido um resultado bem superior ao S&P 500 nos últimos anos.

A lição aqui é que na grande maioria das organizações humanas o capital humano é um ativo extremamente potente e muitas vezes subutilizado. Acreditamos que de fato são as pessoas que criam e transformam negócios e companhias que conseguem engajar seus times têm uma vantagem relevante. Quando fazemos nossas visitas a campo - seja numa loja ou na linha de produção – adoramos ver a cultura e os valores da companhia refletida na ‘ponta’. Isso é evidência forte de que não só a companhia é organizada o suficiente para que a mensagem do topo chegue, mas também que essa mensagem ecoou positivamente. Quando todos remam juntos e na mesma direção, os times vão mais longe.

Conheça as características chave para as empresas manterem sua "vitalidade"

Nosso portfólio é formado principalmente por empresas líderes em seus segmentos. Em muitos casos, mas não sempre, liderança traz benefícios e vantagens para as companhias como escala, diluição de custos fixos, capacidade de investimentos, atração de talentos, etc. No Brasil, as dificuldades em fazer negócios como infraestrutura precária, alto custo de capital e complexidades tributárias impedem ainda mais o aparecimento de competidores que desafiem a liderança de empresas em alguns setores.

Essa dinâmica, porém, vem cada vez mais sendo desafiada e empresas líderes precisam se reinventar para se manterem a frente em seus mercados e com taxas de crescimento saudáveis.

Um interessante artigo do Boston Consulting Group (link abaixo) discorre sobre algumas características chave para as empresas manterem sua “vitalidade”. De forma resumida, empresas precisam constantemente desenvolver opções de crescimento, ter foco estratégico no longo prazo e desenvolver capacidades em tecnologia, pessoas e estruturas.

A Localiza e o seu programa de Ajuda Humanitária

A Localiza, empresa na qual investimos há 3 anos, criou um programa para contratação de imigrantes com visto de ajuda humanitária. Atualmente, a companhia conta com colaboradores de diversas nacionalidades como Haiti, Benin, Angola, Nigéria e Senegal.

Market Timing

Na gestão de recursos de renda variável, uma das grandes discussões recai sobre a manutenção ou não de recursos em caixa (aplicados no CDI) em determinados momentos, seja por falta de oportunidades ou por opção do gestor.

Ruptura, Crescimento e Avaliação de Empresas

A aceleração recente no processo de inovação tecnológica tem encurtado as vantagens competitivas empresariais, com consequências marcantes para avaliação de empresas. Crescimento só cria valor quando seu retorno marginal for adequado, e em um ambiente mais dinâmico esta premissa será crescentemente desafiada, com maior dispersão entre a performance relativa das companhias. Entenda como este cenário torna cada vez mais importante o trabalho detalhado de análise de investimentos!

A fascinante história do livro Fortune’s Formula

O livro Fortune’s Formula de William Poundstone conta uma história fascinante. É uma aventura multifacetada que entrelaça gângsteres do crime organizado americano com o desenvolvimento de Wall Street e conta com a participação algumas das mentes mais brilhantes do século XX.

Please reload

As informações contidas neste material são de caráter exclusivamente informativo. É fundamental a leitura do regulamento dos fundos antes de qualquer decisão de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. As rentabilidades divulgadas não são líquidas de impostos. Para avaliação de performance do fundo de investimento, é recomendável uma análise de período de, no mínimo, 12 (doze) meses. Os Fundos de Investimento não contam com garantia da instituição administradora, da gestora ou do Fundo Garantidor de Créditos - FGC.

Produzido por: FAMA Investimentos. Todos os direitos reservados