De onde vem o crescimento?

A lenta recuperação da economia que observamos nos últimos anos tem gerado grande frustração entre investidores e a população, e nos faz refletir sobre como retomar uma trajetória consistente de crescimento. Este não é um problema só brasileiro, a falta de crescimento e limitada criação de empregos são uma dura realidade também em vários outros países e os fatores que geram desenvolvimento econômico ainda são bastante mal entendidos por líderes de negócios, legisladores e reguladores.
 
No vídeo em anexo (https://www.youtube.com/watch?v=rHdS_4GsKmg), o Prof. Clayton Christensen traz uma contribuição interessante sobre como podemos entender as dinâmicas que geram crescimento e como as decisões empresariais são chave para estes processos. Ele divide o investimento corporativo em quatro grandes grupos de acordo com seu perfil de inovação:

 

  1. Novos produtos (que em geral começam complexos e caros, com abrangência limitada);

  2. Inovações de sustentação (que tornam produtos existentes melhores, mas que somente substituem o consumo do antigo pelo novo);

  3. Inovações de eficiência (que aumentam a produtividade e permitem fazer mais com menos); e

  4. Inovações disruptivas (que simplificam e barateiam produtos existentes, ampliando seu mercado de consumo). 

 
Neste sentido, o que temos visto no ambiente corporativo é um foco excessivo em inovações de eficiência, que por sua natureza acabam gerando resultado mais rápido, mas que não trazem consigo aumento do consumo e emprego. Já as inovações disruptivas, que ampliam a acessibilidade de produtos e mercados gerando assim crescimento significativo, ficam relegadas a segundo plano. Adicionalmente, as empresas líderes e bem estabelecidas em geral tem dificuldades em lidar com inovações disruptivas, pois implicam em atuar na base da pirâmide de consumo com produtos mais simples e inicialmente com pior rentabilidade que os atuais (dilema este que foi chamado de forma icônica pelo Prof. Christensen como o “Innovators Dilemma”).
 
A solução portanto tem que ser muito mais abrangente que simples iniciativas vindas do poder público. Um fator crítico para a retomada consistente do crescimento deverá ser um maior foco em inovações disruptivas e poucas empresas parecem preparadas para capturar estas oportunidades e enfrentar os riscos destes novos cenários. Em nosso processo de análise buscamos mapear claramente estas dinâmicas e o posicionamento competitivo das empresas frente a estes desafios. Gostamos de companhias e empresários com visão de longo prazo, e alguns segmentos da economia (mobilidade urbana, incorporação imobiliária, saúde, educação, etc.) já mostram o potencial de criação de valor e crescimento que este processo de inovação disruptiva pode catalisar!

As informações contidas neste material são de caráter exclusivamente informativo. É fundamental a leitura do regulamento dos fundos antes de qualquer decisão de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. As rentabilidades divulgadas não são líquidas de impostos. Para avaliação de performance do fundo de investimento, é recomendável uma análise de período de, no mínimo, 12 (doze) meses. Os Fundos de Investimento não contam com garantia da instituição administradora, da gestora ou do Fundo Garantidor de Créditos - FGC.

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